A raça humana vive sob ilusões, e precisa delas para sobreviver. É assim, porque assim se construiu. Se a morte fosse vista como fim absoluto, destituída de todos os invólucros e mistérios que a religião e outras tendências a envolvem, seria imapctante demais. Mentes se transformariam profundamente. E o mundo não seria o mesmo. Se a felicidade fosse entendida como um estado meramente imaginário, sem qualquer encanto com a possibilidade de construí-la materialmente, por meio de estruturas físicas, seria forte para agüentar. Mas também seria transformador. Um outro ser humano nasceria. Se o amor romântico assumisse, transparentemente, uma cara com todas as suas dimensões e possibilidades, uma indústria gigantesca de mecanismos de controle, culpas e comércios seria comprometida. E novas relações surgiriam. E, talvez, nesse encontro do âmago dos seres vivos com o sua existência nasceria uma nova sociedade. Um paraíso, ou inferno. Em qualquer caso, puro.
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