segunda-feira, 13 de junho de 2011

Sobre a autodeterminação da vida

Penso que ninguém deveria tirar a própria vida, mas acho também pouco racional a normatização de qualquer proibição a esse ato. Compreendo, assim, a atitude do escritor britânico Terry Pratchett, que produziu o documentário Choosing to Die ("Escolhendo morrer", em tradução livre) sobre suicídio assistido, defendeu a legalização da prática e a realização de um debate sobre o tema na Grã-Bretanha. Estamos em uma era de direitos, de consciência sobre as escolhas individuais e de autonomia nas decisões pessoais. Escolher a morte, por mais dramático que possa parecer aos que rodeiem o definidor dessa opção, é uma decisão absolutamente própria. Ninguém deveria ter o direito de itervir sobre a opção de fazer o que se quer com o próprio corpo e a própria vida. Pelo simples fato que ninguém conhece a história, a dor ou as razões de alguém, melhor do que esse próprio alguém.

Um comentário:

Mariana Batista Estrella disse...

sim, ninguém nos conhece como nós mesmos, mas na vida tudo vale a pena... tudo é importante e fugir não ajuda em nada. :)