sábado, 10 de setembro de 2011

Entre Santiago, Nova Iork e Tora Bora: muito além de 11/9

Sobre o ataque às Torres pelo Al-Qaeda (?!) - que ceifou milhares de inocentes na América e descadeou bombardeios que geraram outras centenas de vítimas no oriente médio, além de intensificar o anti-arabismo no ocidente - e o ataque ao La Moneda por setores do exército chileno e a Cia (EUA)  - que semeou a dor, o medo e a morte entre milhões nas Américas, difundindo a instituição da tortura e da censura nos aparatos dos estados nacionais americanos (Operación Condor).



 

El vientre del Cóndor - El periodista uruguayo Samuel Blixen, que se ha especializado en la investigación de la Operación Cóndor, prestó testimonio en el mes de enero ante el juez español Baltasar Garzón. Entregó al magistrado documentos originales que halló durante su investigación en archivos policiales para escribir su libro "El vientre del cóndor. Del archivo del terror al caso Berríos". La obra de Blixen, redactor del prestigioso semanario "Brecha" de Montevideo, es el análisis más completo que se ha publicado sobre la Operación Cóndor -la organización conjunta que montaron los servicios secretos de las dictaduras militares de Chile, Argentina, Uruguay, Paraguay, Brasil y Bolivia, responsable del secuestro y desaparición de miles de personas-. El libro de Samuel Blixen se publicó primero en Uruguay (Ediciones de Brecha) y ahora fue lanzado por Virus Editorial de Barcelona. Para la edición española, Blixen escribió un nuevo capítulo -"El fantasma"- sobre el asesinato en Uruguay del químico de la DINA, Eugenio Berríos, que aborda la responsabilidad en ese caso del ex dictador chileno Augusto Pinochet y los vínculos de la DINA con el narcotráfico. Esta es una síntesis de ese capítulo. Ver a origem desse texto e mais sobre a obra e o autor, aqui.

Um grupo liderado por Bin Laden, planejando ataques e obedecendo a uma rígida liderança hierárquica - pois bem, a Al-Qaeda não é nada disso. Burke revela que a Al-Qaeda é um rótulo dado pelo Ocidente a um fenômeno da militância islâmica muito mais complexo.

“Para mim, a visão da chuva de bombas de fragmentação caindo sobre os morros secos afegãos [em Tora Bora] fora profundamente chocante. … De fato, viver e trabalhar na região por tanto tempo tornaram esse choque ainda mais forte. Ao dirigir meu carro pela pequena e conhecida estrada que leva de Jalalabad ao ponto de fronteira em Torkham, eu estava profundamente perturbado com o que tinha visto. Nos anos que passei entrando e saindo do Afeganistão e do Paquistão, vi execuções e bombardeios, fiquei sob a mira de armas e quase morri em vários helicópteros. Ouvi pais descreverem a morte de seus filhos em ataques de mísseis ou nas mãos de bandidos, di bebês em estágios terminais por doenças causadas pela fome … e fugi de incontáveis situações de dor e privação. Mas tudo que testemunhei, embora terrível, parecia fazer sentido. Era, em parte, o que tinha me atraído inicialmente para o Afeganistão. Parecia, de alguma forma, pertencer à essência do lugar. O que vi em Tora Bora não fazia nenhum sentido e eu queria desesperadamente entender como isso havia acontecido." Mais sobre o autor e a obra, aqui.

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