“Governos disputam contratos para o fornecimento de produtos e serviços para a Líbia pós-Kadafi e a influência sobre o novo regime de Trípoli. (...)Parte do dinheiro nas contas congeladas do ditador Muamar Kadafi está sendo usada para fechar contratos justamente com os governos que lideraram a ofensiva da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan)”. (Potências definem em Paris futuro da Líbia, de olho em contratos e petróleo).
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| Potências internacionais "dividem" a China Ilustração do século XIX (Reproduzido de: Brasilescola.com) |
Durante esse avanço do poder dos rebeldes na Líbia – com Otan e Cia - e a deslegetimação de Kadafi, tem havido muitas críticas ao governo brasileiro pela cautela que tem tomado em legitimar o governo de transição, de natureza política, que passa a assumir o controle daquele País. Observa-se agora, melhor, que há interesses gigantescos em jogo, que estão bem alheios aos do Povo Líbio. A verdade é que Direitos Humanos e Democracia tem sido terminologias estratégicas para a execução de metas das potências mundiais, incluído governos e grandes corporações. Resta saber o que é, de fato, e o que vai representar socialmente para aquela população essa nova conjuntura. Para muito além de um governo que respeite os direitos humanos, é razoável a expectativa que a soberania regional seja uma garantia nesse jogo. A experiência do passado próximo, contudo, deixa pouca margem para se esperar que isso se assegure. Ver: Iraque: Empresas americanas dominam reconstrução da indústria petrolífera

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