sábado, 9 de junho de 2012

Eu, que ainda sou um filho...

Tempos delicados esses, em que convivem, em uma mesma sociedade, concepções e práticas cada fez mais antagônicas. Falando sobre isso com meu amigo e livreiro, Telmo, que tem uma filha de 15, refletimos sobre na tarde de ontem sobre o desafio que é criar um filho atualmente. Entrou, necessariamente no papo a questão das palmadas, ou do uso da força física na educação dos filhos, ponto em que divergimos. Repuno e desacredito na violência para correção educacional, em qualquer hipótese. Contrapondo o argumento de que há situações em que não há outra alternativa, senão essa, eu me asseguro na noção de que suspensão da liberdade que é um eficiente remédio para que uma criança ou adolescente reflita sobre um erro cometido - erro, entendemos bem, no sentido de prejudicar alguém ou ser danoso a sí mesmo, já que a própria idéia de erro deve ser relativizada em uma sociedade patriarcal, que por séculos protegeu o ato moralmente desviante como prerrogativa dos adultos. Então, como não poderia deixar de ser, não chegamos a conclusão nenhuma. Como não tenho filhos, o que posso dizer no momento é que pretendo considerar a concretização desse projeto, desde que em uma condição que não comprometa a minha realização, e que vibilize a construção da liberdade desse ser a vir ao mundo. Isso, para mim, é essencial. Espero que esse momento exista, o mais breve possível.

Uma canção para colorir essse papo.

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