A resposta à consulta sobre as “Chemtrails” obrigaram-me a estudar suas possíveis relações com “Mudança Climática” (e seu uso no desenvolvimento da “Arma Climática” pela GeoEngenharia). Vejam o que encontrei: há um universo muito estranho que, por estar dentro de nós, poderíamos chamar de “Ara-picumã”, que literalmente significa o “Mundo do Picumã”.
Picumã
é
o
nome
que
os
tupis-guarani
dão
à
fuligem,
que
surge
na
coivara
(queima)
e
o
vento
leva
sujando
e
encardindo
a
roupa
nos
varais.
É
o
“negro
de
fumo”
que
grudava
nas
panelas
e
paredes
da
oca
na
época
do
fogão
à
lenha
ou
da
Maria
Fumaça.
Por
outro
lado,
o
picumã
quando
misturado
com
goma
arábica,
produz
a
tinta
Nanquim
que
permite
a
caligrafia
ou
escrita
cultural
que
permanece
indelével
enquanto
durar
o
papel.
Não
só
no
papel,
mas
onde
se
depositava
com
o
tempo
o
acúmulo
de
picumã se criava
uma
crosta
grossa.
Nas
cidades europeias, o
uso
do
carvão
mineral ou
lenha no
aquecimento
das
habitações, durante
o
inverno, formava
muito
picumã. Por
causa
da
poluição
que essa substância causava
em
Londres,
o
Rei
Eduardo
I
(1.272)
proibiu
a
queima
de
carvão
mineral
nas
lareiras
domésticas
(Smog).
A
crosta
formada
nas
panelas,
paredes
e
interior
das
chaminés
gerava a necessidade
de
limpeza
periódica
das
chaminés, criando
uma
das
profissões
mais
requisitadas,
já
no
Século
XVI - lembrada no
filme
Mary
Poppins: O
Limpador
de
Chaminés.
Na
Grã
Bretanha,
muitas
vezes
era
usado
para
esta
função
crianças
franzinas
(aprendizes),
ainda
na
primeira
infância,
introduzindo-as
dentro
da
chaminé
(luz),
pelo
seu
diminuto
tamanho.
A
mesma
prática
com
menores
era
proibido
na
Alemanha,
por
pressão
dos
sindicatos
(Guild),
onde
o
trabalhador
ainda
era
obrigado
a
colocar
uma
roupa
especial
de
trabalho
para
evitar
doenças
e
obrigar
medidas
de
higiene.
O
picumã
é
o
responsável
pela
primeira
doença
ocupacional
reconhecida, já
nos
idos
de
1750, e comprovada
cientificamente
em
1922: o
câncer
do limpador
de
Chaminés, ou
câncer
na
bolsa
escrotal.
Em
passado
recente, nossa
matriz
energética
era
predominantemente
de
“carvão
vegetal”, e
ainda
hoje, nas
churrasqueiras, seu
uso
é
disseminado
no
mundo.
Os
mais
aficionados
por
futebol
devem
lembrar
do “Jorginho
Carvoeiro”. Há quarenta anos, esse atleta, cujo gol deu o primeiro título brasileiro ao Vasco da Gama, foi vítima
daquele
tipo
de
câncer, segundo
os
jornais
à
época, por
sua
profissão.
O
picumã
está
composto
praticamente
de
Carbono
fixado
nos
vegetais
(raiz,
caule,
folhas,
frutos
etc.), pela
fotossíntese
ou
“quimiossíntese”.
Sua
queima
com
Oxigênio
(carbonização)
mantém
a
estrutura
antes
existente
na
mesma.
Quem
trabalha
está
acostumado
com
partículas
comuns
ao
solo.
As
maiores
são
areia
grossa
(maior
que
2 mm)
e
as
areias
finas
(maior
que
0,2 mm);
As
partículas
menores
são
chamadas
de
limo
ou
silt
(de
tamanho
entre
0,2mm
até
0,02
mm).
Contudo,
as
partículas
mais
finas
são
as
argilas,
que
possuem
um
diâmetro
inferior
a
0,002
mm.
Isso
faz
que
uma
solução
aquosa
de
areia
fina
fica
translúcida
em
menos
de
dois
minutos
após
o
fim
de
sua
agitação.
A
mesma
solução
aquosa
de
limo
leva
aproximadamente
120
minutos
para
depositar-se.
Já
a
solução
de
argila
pode
levar
de
cinco
a
sete
dias
para
depositar-se
e
mesmo
assim
não
se
deposita
totalmente.
Quanto
menor a partícula, menor é a velocidade da gravidade na atração,
pois há uma relação entre seu tamanho (diâmetro) e a superfície
da partícula. É por essa razão que os solos argilosos conservam
muito mais sua umidade e os arenosos não conseguem conservá-la.
Da
mesma
forma, 1
grama
de
areia
não
pode
ser
distribuída
uniformemente
por
10
metros
quadrados,
mas
1
grama
de
argila
(ou
picumã)
pode
ser
distribuído
uniformemente
por
1.000
metros
quadrados
ou
mais.
Por
outro
lado,
quando
misturamos
uma
partícula
de
argila
(picumã)
com
líquido
denso
formamos
um
sistema
coloidal,
como
a
maionese
(gema
de
ovo
cozida
batida
com
azeite
e
água), de
alta
estabilidade.
Na
natureza,
se
conhecia
duas
formas
de
Carbono:
diamante
e
grafite.
O
primeiro
se
forma
à
altíssima
pressão
e
temperatura
de
alguns
milhares
de
graus
na
caldeira
e
garganta
dos
vulcões;
o
segundo, é
um
mineral
de
grande
importância
industrial
para
a
fabricação
de
eletrodos,
lápis,
lubrificantes
especiais
e
retentores
de
calor.
Em
química,
o
carvão
vegetal
é
usado
para
a
retenção
de
pigmentos,
impurezas
e
filtragem
de
líquidos
e
água
potável.
Segundo
o
amigo
professor
Gumercindo,
no
México,
até
1930,
era
uma
prática
cultural
se
usar
um
filtro
de
areia
+
pó
fino
de
carvão
vegetal
(mezquite)
e
minério
de
prata,
para
evitar
enfermidades,
quando
foi
criado
o
FDA
nos
EUA,
e
logo
se
perdeu
esse
valor.
É
conhecido
o
uso
medicinal
de
pó
de
carvão
vegetal
com
o
nome
de
“carvão
ativado”
para
a
retenção
de
odor
dos
gases
intestinais
(flatulência),
ao
ponto
que
algumas
empresas
aéreas
distribuem
seus
comprimidos
aos
passageiros
em
viagens
aéreas,
por
educação
e
respeito.
Ao
tomarmos
um
picumã
e
colocarmos
sob
a
lente
de
um
microscópio
começaremos
a
desvendar
o
mistério
de
suas
características.
Ele
é
totalmente
poroso
(foto)
com
uma
grande
capacidade
de
retenção
de
substâncias
sólidas,
líquidas
e
gasosas
no
interior
desses
poros
que
constroem
tubos
e
dutos,
que
por
suas
dimensões
diminutas
no
picumã
o
torna
campo
de
estudo
da
nanotecnologia
que,
ultimamente,
tem
provocado
muito
medo
aos
movimentos
sociais
periféricos,
onde
as
consignas
não
são
acompanhadas
de
estudo,
experimentação
e
discussão.
Um comprimido Melhoral, ou
Aspirina, tradicionais
pesam
1
grama. Dividindo-o
em
mil
partes
iguais, cada
parte
tem
1
miligrama
(10-3g),
que
dividida
por
mil
partes
iguais,
cada
parte
tem
1
micrograma
(10-6g).
A
micrograma, dividida
em
mil
partes
iguais,
cada
parte
tem
1
nanograma
(10-9g),
que
a
sua
vez
dividida
em
mil
partes
iguais
tem
um
picograma
(10-12g).
Continuando,
as
partes
milésimas
seguintes
são:
femtograma
(10-15g);
Attograma
(10-18g);
Zeptograma
(10-21g);
Yoctograma
(10-24g).
A
partir
do
micrograma
entramos
no
fantástico
universo
do
picumã.
Hoje,
os
livros
sobre
Carbono
afirmam
que,
além
do
diamante
e
grafite,
há
duas
novas
formas
alotrópicas
de
Carbono
muito
estáveis:
O
Fulereno
(fulereno
Buckminster)
e
o
Grafeno,
ambas
descobertas
no
final
do
Século
XX,
e
que
renderam
o
Premio
Nobel
de
Química
aos
seus
descobridores
(Kroto
&
Smalley)
e
Curl,
em
1996.
Os
fulerenos
formam
ultramicroscópicas
esferas
como
cúpulas
geodésicas
de
face
hexagonais
ou
pentagonais,
e
combinadas
como
nas
bolas
de
futebol,
como
as
do
Icosaédro
truncado
de
Leonardo
da
Vince
(1509)
presente
em
todas
as
ocas
indígenas.
O
grafeno
é
mais
recente,
e
garantiu
o
premio
Nobel
de
Física
(2010)
à
A.
Gueim
e
K.
Novosiolov.
Tem
estrutura
plana
de
um
átomo
de
espessura
formada
por
combinações
hexagonais
de
carbono.
Por
exemplo,
uma
“folha”
de
grafeno
de
1
metro
quadrado
pesa
0,77
miligramas.
Com
ela,
é
possível
construir
tubos,
estruturas
de
altíssima
resistência
conhecidas
como
nanofibras
e
nanotubos
de
carbono
e
criam
ambos,
um
universo
novo
na
física,
química
educação,
saúde,
eletrônica
e
indústria.
Voltemos
ao
nosso
humilde
picumã
(ou
fulereno
e
grafenos
naturais
frutos
da
coivara),
que
agora
tem
o
nome
pomposo
de
Biochar,
e
é
a
arma
mais
estratégica
e
tática
para
a
Revolução
Verde
na
África
e
Agronegócios
na
América
Latina
(no
interesse
da
Fundações:
Rockefeller;
Bill
&
Melinda
Gates;
Sazakawa;
Ford
e
outras
escoltadas
pelos
governos
até
a
pouco
populares,
revolucionários
e
radicais...).
O
Biochar,
ou
carvão
vegetal
moído
fino,
já
era
usado
na
década
de
80
do
Século
passado
no
Hortão
de
Cachoeiro
de
Itapemirim
pelo
colega
e
amigo
Nasser
Youssef
Nars,
que
o
denominava
de
“munha
de
carvão”.
Mas
quem
estava
interessado
nisso?
Da
mesma
forma
que
na
Terra
Preta
de
Índio
(na
Amazônia)
isto
era
ignorado,
pois
nas
faculdades
de
agronomia
só
se
pode
falar
em
adubo
químico
militar,
agrotóxicos
e
hibridações-transgênicos.
Mas,
agora
há
a
preparação
para
o
consumo
de
biochar
no
fazer,
mas
não
no
saber
que
cada
dia,
que
é
mais
distante
no
tempo
e
espaço.
Agora,
na
Europa
se
descobre
os
Antroposolos
criados
a
exemplo
da
Terra
Preta
de
Índio
ou
chinampas
mexicanas,
pois
a
matriz
tecnológica
é
biotecnologia,
seus
produtos
e
serviços,
caros
e
lucrativos.
O
uso
de
picumã,
“negro
de
fumo”,
munha
de
carvão
no
solo
para
a
restauração
da
atividade
microbiana,
aumentando
a
presença
de
colóides
e
ácidos
húmicos,
retenção
de
nutrientes,
evitando
lixiviação
é
a
grande
revolução
ao
alcance
do
agricultor.
Mas
os
governos,
antes
radicais,
revolucionários
e
intransigentes,
agora
só
estão
autorizados
a
permitir
agronegócios
das
grandes
corporações
(agrotóxicos,
adubos
militares,
sementes
transgênicas
etc.).
Rebelde
e
revolucionários
já
espalhamos
mais
de
100
círculos
de
um
metro
de
área
(o
ideal
seria
com
10
metros
quadrados),
com
a
aplicação
de
matéria
orgânica
(erva
mate,
pó
de
café,
palhas,
casca
de
arroz
etc.),
pó
de
rocha
moída
fina
e
carvão
vegetal
em
mais
de
10
estados
brasileiros,
para
permitir
observar
a
evolução
da
vegetal,
serule
e
proliferação
de
micorrizas
“in
situ”,
sem
frescuras
de
consumo.
O
picumã,
negro
de
fumo
ou
munha
(biochars)
tem
de
significar
mudança
de
mentalidade
e
não
rito
de
passagem
da
química
para
a
biotecnologia
com
adequação
mercantil
à
tecnologia
com
contestação
religiosa
ao
novo
que
alimenta
o
inimigo
com
informações
e
estratégias
de
propaganda.
Em
um
estado
(RS),
que
produz
2
milhões
de
toneladas
de
casca
de
arroz,
sua
carbonização
controlada
“in
situ”, e
sem
custo, permitiria
incorporá-lo
ao
solo
para
a
corrosão
do
gás
carbônico,
metano
e
óxidos
de
Nitrogênio,
tão
nefastos
ao
Efeito
Estufa,
e
que
os
Bancos
internacionais,
em
nível
mundial,
querem
comercializar
como
serviços
das
grandes
corporações,
como
Monsanto
(Grupo
Bill
Gates),
Syngenta,
Bayer
e
outras,
ao
invés
de
transformá-las
em
política
pública
das
Nações
Unidas,
através
da
FAO,
IPCC,
OMS,
Unido
etc.
O
caminho
é
combinar
o
picumã,
“negro
de
fumo”,
“munha
de
carvão”
com
o
pó
de
rocha
(fino)
e
avançar
no
universo
da
bio(nano)tecnologias
naturais.
O
mesmo
adicioná-los
à
elaboração
de
compostos
fermentados
(sólidos),
biofertilizantes
(líquidos)
enriquecidos
e
na
preparação
de
fosfitos.
Para
isso, é
necessário
estudar
muito,
praticar
e
preparar-se
para
o
combate.
Na
sociedade,
militares,
religiosos
e
cientistas
aprendem
técnicas
de
tortura
como
práxis
de
apuração
de
unidades
de
informação
(controle
do
fazer)
para
a
construção
do
mosaico
de
saber
de
interesse
a
quem
servem
os
F3
(fé,
fama,
fortuna).
A
União
Européia
publicou
a
“Revisão
Científica
Crítica
dos
Efeitos
do
Picumã
(Biochar)
nas
propriedades,
processos
e
funções
dos
Solos”,
com
164
páginas.
Nele,
vi
a
referência
à
GeoEngenharia
“natural
do
picumã”,
página
117.
Conheço
os
europeus,
tanto
na
Europa
quanto
no
novo
e
novíssimo
mundo;
como também
conheço
os
chineses,
e
sei
que,
por
traz,
há
pesquisas
avançadas
no
campo
militar
e
arma
climática.
Fiz
uma
tradução
rápida
e
posso
enviar
aos
interessados
tanto
o
original
quanto
a
tradução,
somente
para
quem
estiver
disposto
a
estudar
muito,
praticar
e
preparar-se
sem
posturas
militares,
religiosas,
científicas
ou
confessionais...
Valeu
a pena na minha infância correr atrás dos picumãs e tê-los em
minas mãos, mas somente sessenta anos depois consegui alcançar, ver
e sentir uma parte diminuta da beleza do seu interior, muito além do
“Elogio à Loucura”, de Erasmus” , em 1509, que continua
cristalina e brilhante como o diamante que existe em cada picumã.
*Engenheiro Agrônomo e Florestal, escritor e ativista ambiental
*Engenheiro Agrônomo e Florestal, escritor e ativista ambiental
Nenhum comentário:
Postar um comentário