Sebastião Pinheiro*
Pavel expôs
a matéria de " a jornada do campo ", mas antes de encontrá-la me
trará com a foto e o texto: " o burguês, não conforme com possuir grandes
tesouros dos que ninguém participa, em sua ganância insaciável, rouba O produto
do seu trabalho ao trabalhador e ao peão, priva o índio da sua pequena
propriedade e não satisfeito ainda, o insulta e bate fazendo alarde do apoio
que lhe prestam os tribunais, porque o juiz, única esperança do fraco, tenha
tido também ao serviço Da CANALHA " - Emiliano Zapata (1879-1919).
A leitura
me aguzó a visão. Um século mais tarde, sem dúvidas chegamos ao centro do
buraco negro do capitalismo internacional, onde o tempo não passa, pela enorme
gravidade e todos os valores são esmagados pelo poder infinito do "Novo
Ordo Seculorum".
A cidadania deixa de ser o Valor Supremo advindo da
vida, voto universal e liberdade, para passar a ser o exercício do poder da
riqueza na escravidão de todos e tudo ". Exemplificada na alocução latina
" Jus Prima Nocte ", violência máxima à natureza e dignidade Humana.
A guerra na
Bósnia entre a Sérvia e a ONU ou os escândalos "Wikileaks" que
significam nessa ordem? Sim, a idade está a fazer-me taciturno, pois já não
quero ouvir ninguém por medo da mediocridade da ordem imperial da nova máfia
yankee-Brexit e suas estratégias diante da consumista opinião pública
internacional induzida.
Minhas
leituras recentes me levaram a Goethe, que disse que seus poemas e obra
literária não eram tão importantes quanto os seus estudos sobre a luz, o que
ampliou a minha ignorância. Não damos valor a luz, a não ser quando ficamos
súbito sem ela na escuridão.
Na Floresta
no sul da Patagônia, em 1971, em uma madrugada vislumbrei tons esverdeados
raros no céu ao ver uma aurora austral. Não imaginei o que era, no entanto,
fiquei fascinado. Fui saber o que tinha visto mais de trinta anos depois a ver
uma foto e reconheci minha infelicidade ignorante (Foto). Agora, a reflexão me
leva a constatação do poeta.
A Aurora é
um incrível show de luz provocado pelas partículas elétricas originárias do sol
quando entram na atmosfera terrestre e coliden com os gases e campo
eletromagnético ao redor dos pólos em ocasiões muito especiais. Vocês se dão
conta do risco que é não estar preparado para entender o que disse há um século
pelo líder camponês mexicano, quando a TV, rádio e jornais entorpece o
discernimento da cidadania. Sim, a violência é um produto comercial e consumido
com satisfação e desespero.
Estive há
duas semanas no País e, em onze dias, descobriram mais três cercas, com dezenas
de corpos de jovens. Centenas de famílias em luto e dor, milhares de cidadãos
em desespero, comoção como eu, um estranho, mas não mais ignorante sobre a
beleza, origem e motivo das auroras ou as palavras de uma realidade.
Fernando
pessoa cunhou: "estudar é preciso, viver não é". Agora, na
agricultura é a vez do ferro (Fe), que é o quarto elemento mais abundante na
crosta terrestre, que nem sempre é facilmente acessível, no entanto, um macro
elemento Na Nutrição vegetal, que é por esse, muito escasso no mar. Muitos
micro-organismos marinhos desenvolveram complexos orgânicos com ferro (III)
chamados sideróforos - para sua absorção.
Tão logo a luz cai sobre os
sideróforos, eles liberam íons de fé (II) em foto-Redução. Mas, muitos produtos
finais do metabolismo da vida, tais como gás sulfídrico (h2s), huminas e ácidos
húmicos, causam a redução química do Fe, o que determina a importância da
atividade de formação constante de sideróforos, principalmente para evitar a
multiplicação dos microrganismos Hospitalar, pois os saprófitos neutralizam a
eficiência dos agentes patogénicos em conseguir produzir seus sideróforos pela
disputa estratégica (Foto).
Moléculas
como o glifosato, que sacrificaram o Fe na solução do solo impede a ação
microbiana saprófita e expõe nas células mortas alimento para os agentes
patogénicos formarem os seus e aumentar significativamente a incidência de
doenças nas lavouras, microbiota do solo e humana.
Corri a
procurar o livro: The origem, variation, immunity and breeding of cultivated
plants editado com trechos selecionados de vavilov publicado onze anos após a
sua morte (Foto).
A segunda parte é sobre os estudos de "Imunidad das
plantas contra as doenças infecto-contagiosas", um livro que vavilov
escreveu em 1919, e que foi atualizado com mais de 4.000 trabalhos científicos
até 1934. São mais de 80 Páginas.
Fui
pesquisar na internet bibliography of potatos disiease 1945-Miscellaneous
publications n. 1162 u.s.d.a da página 167 até 171 há trabalhos científicos
iniciados na Ucrânia depois de 1917 e sobre o tição da Papa (phytophtora
infestans), feito por cientistas alemães, antes e durante a Segunda Guerra Mundial,
que chegam até depois da capitulação com aspectos inovadores como a "
maior resistência adquirida "pelas batatas sobreviventes ao contato com o
agente patogénico da epifítia, como uma " Vacinação vegetal ". É
interessante observar como os títulos dos trabalhos mudam depois do fim Da
Guerra e como uma nova ideologia ou abordagem passa a dominar os objetivos dos
mesmos.
Em todo
esse rolo, o metabolismo do ferro tem papel preponderante mas deixado de lado
pela ânsia de ganhos com a biologia molecular, que agora procura isolar
siderofóros e não a cultivá-las no chão e microbiota humana.
Os camponeses já
sabem que as leveduras e lactobacillus não produzem sideróforos, pelo que a
construção de campos de metaproteómica são estratégicos. Os adubos biológicos
camponeses feitos com bacillus subtilis, megatério e outros são ricos em
sideróforos diversos a diferença dos industrializados que não os tem por
pasteurizaciones, regulação do PH e foto estabilizadores. O chegar é ir além
das fitoalexinas ®, fitoanticipinas ®, anticorpos de toxinas patogênicas®,
fagus® construindo o biopoder® camponês, pois a luta continua e continua zv.
_________________________
*Engenheiro
Agrônomo e Florestal, ambientalista e escritor



Nenhum comentário:
Postar um comentário