segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

PROVOCAÇÕES DO TIÃO: No buraco negro do capitalismo – tempos do Ferro


Sebastião Pinheiro*

Pavel expôs a matéria de " a jornada do campo ", mas antes de encontrá-la me trará com a foto e o texto: " o burguês, não conforme com possuir grandes tesouros dos que ninguém participa, em sua ganância insaciável, rouba O produto do seu trabalho ao trabalhador e ao peão, priva o índio da sua pequena propriedade e não satisfeito ainda, o insulta e bate fazendo alarde do apoio que lhe prestam os tribunais, porque o juiz, única esperança do fraco, tenha tido também ao serviço Da CANALHA " - Emiliano Zapata (1879-1919).

A leitura me aguzó a visão. Um século mais tarde, sem dúvidas chegamos ao centro do buraco negro do capitalismo internacional, onde o tempo não passa, pela enorme gravidade e todos os valores são esmagados pelo poder infinito do "Novo Ordo Seculorum".
A cidadania deixa de ser o Valor Supremo advindo da vida, voto universal e liberdade, para passar a ser o exercício do poder da riqueza na escravidão de todos e tudo ". Exemplificada na alocução latina " Jus Prima Nocte ", violência máxima à natureza e dignidade Humana.

A guerra na Bósnia entre a Sérvia e a ONU ou os escândalos "Wikileaks" que significam nessa ordem? Sim, a idade está a fazer-me taciturno, pois já não quero ouvir ninguém por medo da mediocridade da ordem imperial da nova máfia yankee-Brexit e suas estratégias diante da consumista opinião pública internacional induzida.

Minhas leituras recentes me levaram a Goethe, que disse que seus poemas e obra literária não eram tão importantes quanto os seus estudos sobre a luz, o que ampliou a minha ignorância. Não damos valor a luz, a não ser quando ficamos súbito sem ela na escuridão.

Na Floresta no sul da Patagônia, em 1971, em uma madrugada vislumbrei tons esverdeados raros no céu ao ver uma aurora austral. Não imaginei o que era, no entanto, fiquei fascinado. Fui saber o que tinha visto mais de trinta anos depois a ver uma foto e reconheci minha infelicidade ignorante (Foto). Agora, a reflexão me leva a constatação do poeta.


A Aurora é um incrível show de luz provocado pelas partículas elétricas originárias do sol quando entram na atmosfera terrestre e coliden com os gases e campo eletromagnético ao redor dos pólos em ocasiões muito especiais. Vocês se dão conta do risco que é não estar preparado para entender o que disse há um século pelo líder camponês mexicano, quando a TV, rádio e jornais entorpece o discernimento da cidadania. Sim, a violência é um produto comercial e consumido com satisfação e desespero.

Estive há duas semanas no País e, em onze dias, descobriram mais três cercas, com dezenas de corpos de jovens. Centenas de famílias em luto e dor, milhares de cidadãos em desespero, comoção como eu, um estranho, mas não mais ignorante sobre a beleza, origem e motivo das auroras ou as palavras de uma realidade.

Fernando pessoa cunhou: "estudar é preciso, viver não é". Agora, na agricultura é a vez do ferro (Fe), que é o quarto elemento mais abundante na crosta terrestre, que nem sempre é facilmente acessível, no entanto, um macro elemento Na Nutrição vegetal, que é por esse, muito escasso no mar. Muitos micro-organismos marinhos desenvolveram complexos orgânicos com ferro (III) chamados sideróforos - para sua absorção.
Tão logo a luz cai sobre os sideróforos, eles liberam íons de fé (II) em foto-Redução. Mas, muitos produtos finais do metabolismo da vida, tais como gás sulfídrico (h2s), huminas e ácidos húmicos, causam a redução química do Fe, o que determina a importância da atividade de formação constante de sideróforos, principalmente para evitar a multiplicação dos microrganismos Hospitalar, pois os saprófitos neutralizam a eficiência dos agentes patogénicos em conseguir produzir seus sideróforos pela disputa estratégica (Foto).




Moléculas como o glifosato, que sacrificaram o Fe na solução do solo impede a ação microbiana saprófita e expõe nas células mortas alimento para os agentes patogénicos formarem os seus e aumentar significativamente a incidência de doenças nas lavouras, microbiota do solo e humana.

Corri a procurar o livro: The origem, variation, immunity and breeding of cultivated plants editado com trechos selecionados de vavilov publicado onze anos após a sua morte (Foto).


A segunda parte é sobre os estudos de "Imunidad das plantas contra as doenças infecto-contagiosas", um livro que vavilov escreveu em 1919, e que foi atualizado com mais de 4.000 trabalhos científicos até 1934. São mais de 80 Páginas.

Fui pesquisar na internet bibliography of potatos disiease 1945-Miscellaneous publications n. 1162 u.s.d.a da página 167 até 171 há trabalhos científicos iniciados na Ucrânia depois de 1917 e sobre o tição da Papa (phytophtora infestans), feito por cientistas alemães, antes e durante a Segunda Guerra Mundial, que chegam até depois da capitulação com aspectos inovadores como a " maior resistência adquirida "pelas batatas sobreviventes ao contato com o agente patogénico da epifítia, como uma " Vacinação vegetal ". É interessante observar como os títulos dos trabalhos mudam depois do fim Da Guerra e como uma nova ideologia ou abordagem passa a dominar os objetivos dos mesmos.

Em todo esse rolo, o metabolismo do ferro tem papel preponderante mas deixado de lado pela ânsia de ganhos com a biologia molecular, que agora procura isolar siderofóros e não a cultivá-las no chão e microbiota humana.
Os camponeses já sabem que as leveduras e lactobacillus não produzem sideróforos, pelo que a construção de campos de metaproteómica são estratégicos. Os adubos biológicos camponeses feitos com bacillus subtilis, megatério e outros são ricos em sideróforos diversos a diferença dos industrializados que não os tem por pasteurizaciones, regulação do PH e foto estabilizadores. O chegar é ir além das fitoalexinas ®, fitoanticipinas ®, anticorpos de toxinas patogênicas®, fagus® construindo o biopoder® camponês, pois a luta continua e continua zv.

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*Engenheiro Agrônomo e Florestal, ambientalista e escritor

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