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Tenho duas gatas em casa e elas tem um valor inestimável como companhia. Por isso, compreendo o drama de Elaine, quando realizou a castração em sua gata e esta não teve o atendimento adequado quando foi necessário um socorro do veterinário. Creio, de fato, que ainda precisamos avançar muito no Brasil no que se refere a um sistema de acolhimento e e assistência pública em Saúde para os animais. Virão sempre os demagogos dizer que o mais importante e a prioridade são os humanos, ao que discordo totalmente. Essa visão é parte da cultura antropocêntrica que nos inseriu por séculos a Religião e, posteriormente, a Ciência; uma coisa não depende da outra. Respeito e amor à vida independe de espécie. Ou começamos a se desenvolver integralmente como seres vivos que respeitam todas as diferenças de vida, dentro de uma visão cosmológica do Planeta, ou nós mesmos prosseguiremos, como Zumbis, descartando as oportunidade que o Mundo oferece de se compreender melhor entre si e auto-destruindo as diferenças. E por consequência, não muito distante, a própria espécie.
“E voltamos para casa atordoados pela falta de amor daqueles que deveriam ser os mais queridos cuidadores. Não há médicos com corações humanos – isso eu já comprovei - e tampouco veterinários. A primeira pergunta é pela grana. Podem pagar? Se não, vazem! E a gente fica no limbo. Nem tão pobre para ter o atendimento da prefeitura, nem tão rico para pagar os absurdos que pedem os veterinários. E nessa brecha da desgraça ficam os pobres bichos, sem qualquer chance de serem tratados. A sorte é que a gatinha se refez, entre seus próprios cuidados e os nossos. A ferida fechou e hoje ela anda por aqui, saltitando por entre os livros. Mas eu sigo de coração plúmbeo, esperando que um dia possamos ter um hospital público também para os bichos. E veterinários capazes de compaixão.” - Um veterinário com coração, por Elaine Tavares, na íntegra em Palavras Insurgentes.
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