quarta-feira, 18 de julho de 2012

Condor com nova plumagem e as forças das mulheres, da memória e das viagens ao centro de sí próprio

Golpe no Paraguai revela que Operação Condor prossegue na América Latina, diz principal ativista dos direitos humanos no Pais. Essa denúncia já era feita em setembro de 2009, durante a abertura dos arquivos da ditadura naquele País, quase três anos antes de lugo ser derrubado. Ver entrevista no EsquerdaNet e reportagem da EBC (Vídeo abaixo). Na entrevista, ele lembra também que os meios de comunicação estavam todos ao serviço do golpe. 
A reportagem da Folha online na ocasião, no entanto, não menciona essa informação.

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Mais uma edição da série desse belo trabalho do repórter Luiz Carlos Azenha, revelando as riquezas do Pará.
"Enquanto Raimunda resistir, com ela sobrevive a antiga traudição do Pará."

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A experiência do Chile deve ser concebida como pedagógica para a América Latina.  A memória é, de fato, um instrumento poderoso. Mais do que um meio de evitar que se repitam erros do passado, ela se constitui o principal patrimônio cultural de um País para o cultivo da consciência social ativa sobre a importância de lutar pela defesa de direitos e conquistas por uma sociedade mais justa. 

"Em entrevista à Carta Maior, o documentarista chileno Patrício Guzmán fala sobre o golpe contra Allende e a ditadura de Pinochet. E faz uma apaixonada defesa da memória: "Os países que praticam a memória são mais vívidos, mais criativos, fazem melhores negócios, melhor turismo, são mais distintos. Os países sem memória são anêmicos, não se movem, são conformistas, e caem numa espécie de cultura de sofá, gente que está sentada no sofá assistindo a televisão… E não se movem. Acredito que a memória é um conceito tão importante quanto a circulação do sangue"." Veja a transcrição, na íntegra, em Carta Maior.

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Pintura: www.pensecomigo.blospot.com
Estive ontem na Casa de meus pais para uma visita de família. É sempre uma saída para dentro de mim esses meus retornos ao lugar onde cresci. Imagino que para todos os que saíram de casa pelo auge da juventude retornar ao ambiente que marcou décadas e meia essa fase da vida represente mesmo uma introspecção. Já não digo um retorno a velhos amigos, porque o tempo e a vida se encarregam de dar contornos pouco íntimos – e, muitas vezes, desbotados - às relações de amizade que cultivamos entre a infância e a adolescência. Embora há quem diga que por ali se construam os amigos mais fiéis, tendo a crer que é na fase adulta, em que se consolidamos como responsáveis pelo que dissemos e fazemos, é que se pode avaliar o valor integral de um “Amigo”, palavra rara, inclusive aqueles que trazemos lá dos verdes anos. De qualquer forma, esses giros me faz bem. Saio da rotina e me revigoro ao reencontrar pessoas queridas. De volta à terra do cotidiano, regularizo as postagens diárias.

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